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Fusões e aquisições devem permanecer fortes no franchising em 2026

08/01/2026

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Nos últimos dois anos, acompanhamos no noticiário relevantes movimentos de fusões e aquisições (M&A) no setor de franquias. Pelas características do próprio sistema, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) entende que a tendência deve continuar. Em 2026, veremos esse processo se intensificar, impulsionado pela busca por escala, eficiência operacional, aceleração da digitalização e competitividade global. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de uma condução com responsabilidade, respeito à cultura e foco no relacionamento com os franqueados – pilares essenciais do modelo de negócios.

O debate realizado na ABF CON 2025, evento que reúne atores e stakeholders do segmento, reforçou algo que venho destacando em diferentes ocasiões: M&A no franchising não é apenas uma transação financeira, mas uma decisão estratégica que exige preparo e visão de longo prazo. Quando duas empresas se unem, o que está em jogo vai muito além das operações: são histórias, práticas e expectativas de centenas de franqueados. Preservar essa identidade coletiva é tão importante quanto capturar sinergias e ganhos de escala.

Ao olhar para 2026, três movimentos ganham força. O primeiro é a expansão das holdings multimarcas, que ampliam portfólios combinando redes complementares, otimizando estruturas de backoffice e estendendo presença geográfica. O segundo é a aceleração das aquisições por fundos especializados, atraídos pela resiliência e escalabilidade do franchising. E o terceiro é o avanço das parcerias estratégicas entre redes médias, unindo esforços para competir com grandes players e conquistar eficiência tecnológica e administrativa.

Para essas redes, o cenário abre oportunidades, mas exige cautela. M&A pode ampliar mercados, fortalecer gestão e profissionalizar governança. Comunicação transparente e frequente é determinante: comissões de integração, encontros presenciais e canais diretos contribuem para criar confiança.

O que esperar do varejo em 2026?
O pós-venda é outro ponto decisivo. Clareza de propósito e dos próximos passos sustenta a perenidade das operações. No franchising, relações são duradouras; decisões precipitadas podem comprometer a rede. Assessoria jurídica, consultorias especializadas e análise rigorosa das sinergias culturais e operacionais reduzem riscos e aumentam as chances de integração eficiente.

Quando bem executadas, fusões e aquisições fortalecem o setor, ampliam competitividade e atraem investidores. Marcas sólidas, modelos testados, geração consistente de caixa, boa relação com o consumidor e um marco regulatório moderno tornam o setor propício para esses investimentos. Soma-se a isso a busca crescente por ativos previsíveis, escaláveis e com retorno mais rápido, vistos nas redes de franquias.

Ainda assim, não podemos perder de vista o que sustenta esse modelo: a força das relações humanas. Em 2026, o franchising seguirá crescendo, inovando e se reinventando, desde que continuemos valorizando o diálogo, a relação franqueador-franqueado, as boas práticas e a cultura das marcas que fazem do nosso setor um dos mais sólidos e respeitados do mundo.


Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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